"então eu lhe pergunto sobre o amor, ele me é franco:
me mostra um verso manco
de um caderno em branco
que já se fechou."
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Sei lá, as coisas parecem não andar de repente.
Me digo isso por vários dias - se não por todos os da minha vida.
Meio radical, eu sei, considerar toda uma existência, ainda mais de relativo pouco tempo. Mas é o que observo, uma análise impessoal: Própria! Como se por dentro sempre faltasse algo maior, menor... Tanto faz! Só precisa estar faltando alguma coisa útil. importante. necessária. im-pres-cin-dí-vel!
Minha essência, sempre uma peça a mais, a menos. Oito ou oitenta, é essa a definição.
Cólera, me falta umidade.
Insatisfação.
Me digo isso por vários dias - se não por todos os da minha vida.
Meio radical, eu sei, considerar toda uma existência, ainda mais de relativo pouco tempo. Mas é o que observo, uma análise impessoal: Própria! Como se por dentro sempre faltasse algo maior, menor... Tanto faz! Só precisa estar faltando alguma coisa útil. importante. necessária. im-pres-cin-dí-vel!
Minha essência, sempre uma peça a mais, a menos. Oito ou oitenta, é essa a definição.
Cólera, me falta umidade.
Insatisfação.
Algo como uma reafirmação
Gosto de escrever sobre as coisas que acontecem, relatar os fatos, descrever as cenas, os diálogos.
Me utilizo daqueles detalhes mais bobos, guardo palavras, entonações e formas de olhar.
Só não sei se escrevo por hábito, por que admiro o todo da minha observação, ou se deixo tudo guardado pra, quem sabe um dia ler, e ter a certeza de que as coisas aconteceram de verdade.
Me utilizo daqueles detalhes mais bobos, guardo palavras, entonações e formas de olhar.
Só não sei se escrevo por hábito, por que admiro o todo da minha observação, ou se deixo tudo guardado pra, quem sabe um dia ler, e ter a certeza de que as coisas aconteceram de verdade.
domingo, 15 de agosto de 2010
"Ei, idiota" - Era a única das muitas formas de chamar atenção que pôde ler - esta, na forma de uma mensagem encontrada na caixa de saída.
- Ele não me atende, não responde meus recados, ignora minhas mensagens. Ele não liga pra mim, e é por isso que gosto dele.
Uma pausa.
Mil cores e confusões, trocas de cena, de cenário. Bem assim, como uma peça mal ensaiada, mas de desfecho mais que significativo.
A carta lida com os olhos de choro, de raiva:
"O tempo passou, percebi que não é mais você. Nossas conversas não são mais tão fundamentais, como são as minhas com ele. A presença dele já é acima da sua, e eu preciso estar perto dele, muito mais do que preciso de você. Pensei um dia em reverter, bobagem. Descobri que ele é ainda muito mais interessante. Mais importante. Estou indo atrás dele, não me espere mais."
O sentimento que já nem soube explicar - ou não quis demonstrar, sequer para si.
O vácuo do momento, do resto dos dias.
Não quis mais conversar.
Acendeu o isqueiro, queimou a carta.
Se entregou ao sono mal dormido outra vez.
- Ele não me atende, não responde meus recados, ignora minhas mensagens. Ele não liga pra mim, e é por isso que gosto dele.
Uma pausa.
Mil cores e confusões, trocas de cena, de cenário. Bem assim, como uma peça mal ensaiada, mas de desfecho mais que significativo.
A carta lida com os olhos de choro, de raiva:
"O tempo passou, percebi que não é mais você. Nossas conversas não são mais tão fundamentais, como são as minhas com ele. A presença dele já é acima da sua, e eu preciso estar perto dele, muito mais do que preciso de você. Pensei um dia em reverter, bobagem. Descobri que ele é ainda muito mais interessante. Mais importante. Estou indo atrás dele, não me espere mais."
O sentimento que já nem soube explicar - ou não quis demonstrar, sequer para si.
O vácuo do momento, do resto dos dias.
Não quis mais conversar.
Acendeu o isqueiro, queimou a carta.
Se entregou ao sono mal dormido outra vez.
Surto psicótico das onze da manhã
Na maneira como se formam as palavras na mente, se englobam por uma grossa corrente por onde correm desenhos de cores, dores e música. Desenhos que dançam no meio de outros desenhos que ali se formam, entre estradas sinalizadas, caixas de correio, bailarinas na avenida, flores murchas voando no céu.
Vão todos correndo, palavras e desenhos, em linhas curvas formando um algo reto, e se jogando ao final da folha, fechando a corrente, preenchendo o espaço daquele que não voltará jamais a ser branco, o precipício rabiscado.
Vão todos correndo, palavras e desenhos, em linhas curvas formando um algo reto, e se jogando ao final da folha, fechando a corrente, preenchendo o espaço daquele que não voltará jamais a ser branco, o precipício rabiscado.
terça-feira, 3 de agosto de 2010
sexta-feira, 30 de julho de 2010
quinta-feira, 29 de julho de 2010
cicatriz
Não sei, não sei mesmo dizer o que me dá.
Me vem de repente, ou sei lá se permanece sempre aqui por perto, encoberto, e eu é que de repente me vejo revirando tudo em algumas partes do dia.
Às vezes me caem nas mãos todas as perguntas do mundo, vindas daquelas mais presentes inseguranças. Presentes, por tudo o que tem passado, que têm, que possuem um passado.
Mais que passado, já apodrecido, mas remendado, ou sei lá o quê, costurado, tatuado...
Aquele tipo de tatuagem espontânea, que você nunca quis, mas que foi colada lá, e que é tão difícil de tirar. Até mais do que se pensa, numa análise impessoal.
Eu nunca me senti tão desgastada por sentir medo do que possa vir.
Nunca tive problemas na questão 'entrega', ainda mais de forma intensa, como sempre foi tão simples surgir de mim.
Hoje me existe como um esforço enorme.
E eu daria todas as minhas forças para me sentir em paz de novo.
Arrancar isso de mim.
Me sentir gente. Uma gente com a mínima, que fosse a mínima tranquilidade.
Me vem de repente, ou sei lá se permanece sempre aqui por perto, encoberto, e eu é que de repente me vejo revirando tudo em algumas partes do dia.
Às vezes me caem nas mãos todas as perguntas do mundo, vindas daquelas mais presentes inseguranças. Presentes, por tudo o que tem passado, que têm, que possuem um passado.
Mais que passado, já apodrecido, mas remendado, ou sei lá o quê, costurado, tatuado...
Aquele tipo de tatuagem espontânea, que você nunca quis, mas que foi colada lá, e que é tão difícil de tirar. Até mais do que se pensa, numa análise impessoal.
Eu nunca me senti tão desgastada por sentir medo do que possa vir.
Nunca tive problemas na questão 'entrega', ainda mais de forma intensa, como sempre foi tão simples surgir de mim.
Hoje me existe como um esforço enorme.
E eu daria todas as minhas forças para me sentir em paz de novo.
Arrancar isso de mim.
Me sentir gente. Uma gente com a mínima, que fosse a mínima tranquilidade.
domingo, 18 de julho de 2010
É que é tanta gente procurando por algo que nem conhece!
Buscando um sei-lá-o-quê tão idealizado, e remoto.
Sem o controle, dessa vez. Muito mais complicado!
Tanta gente, ao mesmo tempo, sem nem saber.
Sem fazer ideia, sem entender, só aguardando.
Apostando!
Mais algumas tantas apostas a encarar por essas esquinas.
Haja disposição para enfrentar o 'cada dia'!
Buscando um sei-lá-o-quê tão idealizado, e remoto.
Sem o controle, dessa vez. Muito mais complicado!
Tanta gente, ao mesmo tempo, sem nem saber.
Sem fazer ideia, sem entender, só aguardando.
Apostando!
Mais algumas tantas apostas a encarar por essas esquinas.
Haja disposição para enfrentar o 'cada dia'!
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